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Supervisão tornada pública

Supervisão, análise de controle, análise quarta, intervisão... O tema é uma polêmica desde a invenção da psicanálise e já produziu diversas práticas e suas justificativas. O que aparece para nós como comum ao longo do tempo e por todas essas experiências é o fato da supervisão figurar sempre como parte do tripé da formação - análise pessoal, estudo teórico e supervisão - o que nos levou a pensar sobre o que fazemos na praça. O coletivo Psicanálise na Praça Roosevelt já sustentava a clínica quando o Mutabis decidiu engrossar o caldo e ofertar um espaço de estudos na praça, funcionando enquanto a clínica opera ao lado.

Pararíamos por aí? Mesmo vendo que já tínhamos dois dos três pés? A pretensão é formar analistas na praça? Por que não? Nós mesmos, inclusive!

Decidimos então dar esse passo como mais uma experimentação, junto às outras que viemos fazendo e que têm se mostrado sempre potentes. Nesse passo estamos juntos, Mutabis e Psicanálise na Praça Roosevelt. Enquanto que nos dois outros pés (clínica e grupo de estudos) agimos mais parelelamente, com a supervisão queremos um fazer conjunto, uma interseção de nossos fazeres ali.

Decidido que seria feito, a questão passou a deslizar entre o porquê e o como. De que modo realizar supervisões e qual poderia ser a justificativa de fazer isso no espaço público? Por que uma supervisão tornada pública? A justificativa é aparentemente mais simples - apenas aparentemente, ressaltamos - quando se fala de um grupo de estudos, ou mesmo dos atendimentos clínicos.

 

Mas se todo o nosso fazer na praça até hoje visa "inocular o íntimo no público" - tomando de empréstimo as palavras de Luciano Elia - não se trata mais de uma questão sobre ser ou não justificável, passa a ser uma questão de método. E a questão da justificativa passa para o lado da prática, o porquê sobre o como. Vamos fazer! Mas ao pensar como fazer, o tempo todo é preciso uma justificativa: vamos fazer assim! Mas por que assim?

 

Entendemos que a supervisão exige um cuidado diferente do grupo de estudos e mesmo da clínica. E a razão disso é o fato de que numa supervisão há ditos de um sujeito que não está lá para responder por si. Embora se trate de analistas falando de sua escuta e colocando em questão o seu manejo da transferência, isso é feito por sobre a fala de um sujeito. Todo o cuidado ético implicado aí deve sempre levar isso em consideração.

 

Dito tudo isso, eis o ponto em que estamos nessa experimentação:

Como funciona? 
Como ainda estamos no início, as supervisões acontecem uma vez por mês. Sempre em um sábado das 11h00 às 13h00
. As alterações e confirmações das datas dos encontros são divulgadas tanto no site quanto em nossa página do facebook. Para essa atividade, diferentemente do Grupo de Estudos ou da Clínica, é necessário chegar pontualmente.

Chegam então aquelxs que querem passar por uma supervisão e aquelxs que gostariam de assistir e eventualmente dar alguma contribuição. Todos presentes, são dividos em grupos de até 5 pessoas, compostos por: supervisionandx, 3 interessadxs em participar/assistir e 1 de integrante do Mutabis ou da Psicanálise na Praça Roosevelt. A função desse último é mediar o encontro e cuidar da organização, mas também garantir que haja pelo menos um supervisor, pois xs outrxs 3 podem querer apenas assistir.

Algumas regras:
- Não são supervisionados casos atendidos na praça.

- Ao falar do caso, é absolutamente necessário o cuidado com o sigilo. Não se deve fazer menção ao nome do sujeito e, caso seja atendido em contexto institcional, o nome da instituição também deverá ser omitido.

- Durante a supervisão, sugerimos que se refira ao analisante como "este sujeito" inclusive sem menção ao gênero (a menos que julgue necessário conforme o caso). 

*uma observação importante: são bem vindos pedidos de supervisão que não sejam sobre um caso específico, mas sobre uma atuação em uma equipe, ou instituição, por exemplo.

Onde? 
Os encontros acontecem na própria Praça Roosevelt, a céu aberto. Ao chegar, basta procurar o círculo de cadeiras embaixo do pergolado e dizer que veio para a supervisão. 

Preciso fazer inscrição? 
Não há inscrição prévia. É preciso apenas chegar à praça pontualmente às 11h e dar seu nome. Para essa atividade a pontualidade é importante, pois uma vez organizados em pequenos grupos e começada a atividade, não haverá mais possibilidade de entrar.

Próximo encontro:

A data do encontro ainda não está disponível. Será divulgada assim que possível na nossa página do facebook.